As informações demoravam muito a chegar, os discos e as fitas K7 eram as mídias e o material de estudo era muito genérico, nada especialmente focado em guitarra. Tirávamos música ouvindo pedacinho por pedacinho, voltando o K7 até o ponto anterior a cada compasso.
Lembro-me que cheguei a levantar a agulha da vitrola em um disco ou outro porque ainda não havia sido lançado em K7. E os timbres? Amplificador importado era um “aparelho” caro, que ficava preso na alfândega, pedais de efeito eram só os da BOSS e eram igualmente caros pra burro.
Então usávamos guitarras Giannini, amplificadores Phelpa, Tremendão, Palmer e orávamos pra um tio ou amigo vir dos Estados Unidos trazendo um pedalzinho qualquer que fosse.
Tive professores como o Gino, Wander Taffo, Léli, Índio, Faíska, mas a maioria do que eu sei, foi trocando figurinhas por aí, tocando na noite e me auto-ensinando. E chegamos onde estamos hoje!
Já gravei e toquei com muita gente, fiz o meu trabalho próprio, que pretendo realizar para sempre, hoje tenho me dedicado muito a lecionar música, ensinar a tocar guitarra, e a curtir um bom som.